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As Vozes do Super Eu

asvozesdosupereuPai e Destino. Acentuamos até aqui, salvo no humor, o padecimento e o limite que essas figuras impõem em relação ao supereu, mas em 'Um distúrbio de memória na Acrópole' abre-se uma outra via, nova, o para além do pai. Algo 'demasiado bom para ser certo', isto é, estranhamento, irrealidade e incredulidade por ter superado o destino sem se submeter ao seu desígnio. Triunfo do desejo sobre a covardia da submissão supereuóica. Neste texto, retornam as hipóteses de 'os que fracassam ao triunfar', 'os que delinqüem por culpa' e o paradoxo ético do mal-estar na cultura: seja feliz ou infeliz, o sujeito sempre encontra uma razão para ser castigado pelo destino. O difícil não é investigar o insuportável da desgraça, mais sim achar as chaves da intolerância à felicidade e ao êxito não facilmente explicável, a não ser que se recorra à incidência dos dardos masoquistas. De fato, nenhum sujeito se atreve a '(...) separar tais favores do destino'; para atingi-los, algo deve se destravar na subjetividade e no campo do fantasma porque dita, êxito efelicidade significam a não cessão do desejo, ruptura da submissão ao pai, ao qual pagamos seu piedoso amparo com as ataduras da culpa. Não se deve esquecer que se submeter ao pai é também o melhor recurso do sujeito para lhe ceder toda a responsabilidade pelos seus atos; ir para além do pai implica pois no êxito, desamparo disculpabilização, instauração de um ato responsável.

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